Notícias económicas

Província de Tete, Moçambique, terá a prazo quatro linhas de caminhos-de-ferro

Última actualização: 2017-09-13

A província de Tete, centro de Moçambique, vai a prazo ficar ligada ao resto do país por quatro linhas de caminhos-de-ferro, com a construção das de Macuse e Chiúta, para o transporte de carvão mineral e de minério de ferro, além de outras mercadorias, disse o director provincial dos Transportes e Comunicações.

Tete conta actualmente com duas linhas, a do Sena para o porto da Beira e a recém-concluída de Nacala, ambas partindo de Moatize, onde existe uma bacia carbonífera, cujas minas são exploradas pela Vale Moçambique, do grupo brasileiro Vale, International Coal Ventures Private Limited (ICVL) da Índia e Minas Moatize.

A JSPL Mozambique Minerais, do grupo indiano Jindal Steel and Power Ltd (JSPL), extrai carvão no jazigo de Marara, outro distrito com este tipo de minério.

O director provincial Romeu Sandoca disse à agência noticiosa AIM que além das duas novas linhas férreas de Moatize-Macuse, na Zambézia (centro) e Chiúta-Nacala Porto, em Nampula (norte), que a província vai ainda ter um porto seco a ser construído em Cateme (Moatize).

Sandoca adiantou que a linha de Macuse terá a particularidade de incluir um ramal, que partirá de Moatize para Chitima, sede distrital de Cahora Bassa, onde existem duas empresas mineiras, nomeadamente a JSPL Mozambique Minerais e a ENRC Mozambique, subsidiária do grupo Eurasian Natural Resources Corporation do Casaquistão, não tendo esta última ainda iniciado a extracção do minério.

O director dos Transportes e Comunicações disse que a convergência de quatro linhas de caminhos-de-ferro vai impulsionar de forma significativa o crescimento da província de Tete.

A linha do Sena, com capacidade para escoar 12 milhões de toneladas/ano, tem uma extensão de 547 quilómetros, partindo de Moatize para o porto da Beira e a de Nacala, com uma extensão de 902 quilómetros, parte igualmente de Moatize até ao porto de Nacala, dispondo de capacidade para escoar 20 milhões de toneladas/ano.

A linha de Chiúta terá uma extensão de 1070 quilómetros até Nacala e servirá essencialmente para o transporte do minério de ferro que será extraído na bacia de Chiúta e Moatize.

A linha de Macuse, com uma extensão de 525 quilómetros, liga Moatize a Macuse, na província da Zambézia, dispondo de um ramal até Chitima, mais 125 quilómetros, indo servir igualmente para o escoamento de carvão e de minério de ferro.

O porto seco, a ser construído em Cateme, distrito de Moatize, ocupará uma área de 100 hectares, ficará localizado junto à Estrada Nacional 7 e poderá ser entregue em regime de concessão a qualquer interessado, tanto empresas nacionais como estrangeiras, a fim de processar toda a espécie de cargas à excepção do carvão mineral.

Fonte: Macauhub

Mozambique to remain a two-speed economy; growing 5% a year through to 2021

Última actualização: 2017-09-15

In an analysis of the government’s efforts, experts from the economic analysis unit of The Economist magazine write that “after a tumultuous year the government is eager to convince foreign investors that Mozambique is open to business”.

However, they added in the analysis that Lusa has access to, “it did not accompany the recently launched charm offensive with substantive efforts to improve the business environment.”

The Economist analysts cite the recent travels of the country’s president, who in the past six months has been to Europe, the United States and Asia, returning with promises of investment from major oil companies such as Eni or Shell.

The problem, they point out, is that “these investments are almost exclusively focused on the growing gas sector”, and would take place regardless of the country’s internal problems because “the profit margins in these operations, which are the cheapest in the world, are too appealing for investors to turn their backs on”.

Economic growth based entirely on foreign direct investment focused on export-oriented projects “will hardly lead to comprehensive growth in a low-income country with high poverty rates and a rapidly growing labour market”.

The analysts acknowledge that the government knows that the economy needs to be diversified and hopes to attract investment in tourism, agriculture and manufacturing to protect the economy from raw material price volatility and create jobs, but, they warn, “investment opportunities in these non-energy sectors are less attractive” and with slower and lower rates of return.

That is why, they say, “Mozambique’s economy will continue to be a story with two parts, with relatively rapid growth in the extractive sectors but a much slower performance in others, which will cause the expected growth rate to remain at five percent per year until 2021, while a significant improvement in living standards remains unlikely”.

Source: Lusa
Província de Sofala, Moçambique, vai ter terceira fábrica de produção de açúcar

Última actualização: 2017-09-18

As obras de construção da fábrica de produção de açúcar a partir de cana da empresa EcoFarm Moçambique Lda ficam concluídas em Novembro próximo, depois de se terem iniciado em Abril passado, disse o director do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Chemba.

Emanuel Mandava disse ainda ao jornal Diário de Moçambique, que se publica na cidade da Beira, que a transformação de cana em diversos tipos de açúcar vai iniciar-se mal as obras fiquem concluídas.

O director do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Chemba adiantou que a EcoFarm Moçambique dispõe de 3490 hectares de terreno para a plantação de cana-de-açúcar estando 1990 reservados para a própria empresa e os restantes 1500 para cooperativas de produção.

Com a entrada em funcionamento da unidade de Chemba, a província de Sofala contará com três empresas de produção de açúcar em actividade, em Mafambisse, no Dondo e a do Sena, em Marromeu, continuando por reconstruir a do Búzi.

A fábrica e plantação da EcoFarm Moçambique ficam localizadas no distrito de Chemba, a 565 quilómetros da cidade da Beira, a capital provincial de Sofala, onde irá produzir açúcar orgânico para exportar para países europeus.

Está ainda previsto no plano empresarial apresentado pelos investidores sul-africanos uma exploração pecuária, designada Tsoni Farm, a fim de produzir adubos a partir dos dejectos dos animais para aplicação na plantação de cana-de-açúcar.

Fonte: Macauhub

AgDevCo apoia produção de banana em Moçambique

Última actualização: 2017-09-18

A Africa Agriculture Development Company (AgDevCo) associou-se à Nika, uma sociedade de investidores de Moçambique, na recuperação de uma plantação de bananas através do aumento da área plantada e da produtividade, informou a AgDevCo em comunicado recentemente divulgado.

A AgDevCo financiará despesas de capital, incluindo irrigação e custos operacionais relacionados com o plano de desenvolvimento, sendo que o investimento de 1,5 milhões de dólares contribuirá para desenvolver uma das únicas plantações comerciais de bananas gerida por moçambicanos no país.

O aumento da produção de bananas da empresa Citrum – Citrinos do Umbeluzi resultante do apoio a ser concedido terá como destino tanto a venda local como a exportação para a África do Sul.

A Citrinos do Umbeluzi é uma empresa vocacionada para a produção de citrinos, sendo o cultivo, venda local e exportação de banana a segunda actividade da empresa.

O comunicado divulgado pela AdDevCo adianta que a Niko tem planos para criar mais negócios agrícolas e para promover investimentos locais no sector.

A AgDevCo é uma empresa sem fins lucrativos que, com o apoio do Agência do Reino Unido de Apoio ao Desenvolvimento, aplica fundos sob a forma de dívida ou participação no capital de empresas agrícolas, com o objectivo de reduzir a pobreza e aumentar a segurança alimentar.

Fonte: Macauhub

Países de língua portuguesa “estrelas” do crescimento económico em África em 2017

Última actualização: 2017-02-17

Os países de língua portuguesa deverão ser as “estrelas” do crescimento económico em 2017 em África, continente em que está previsto haver uma recuperação ligeira, de acordo com as mais recentes previsões económicas de instituições internacionais.

O relatório “Situação Económica Mundial e Perspectivas 2017”, divulgado na semana passada pela Divisão de Análise e Política de Desenvolvimento do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, prevê que São Tomé e Príncipe registará o crescimento do Produto Interno Bruto mais elevado entre os países de língua portuguesa – 5,5%, a par de Moçambique.

Seguem-se a Guiné-Bissau (4%) e Cabo Verde, cuja economia deverá crescer 3,5%, em fase de aceleração.

A trajectória de aceleração da economia cabo-verdiana está bem patente nas Perspectivas Económicas Globais 2017, do Banco Mundial, também agora divulgadas, em que são revistas em alta significativa as previsões de crescimento para a economia insular, este ano e no próximo.

Em 2017, Cabo Verde deverá crescer 3,3% (1,4 pontos percentuais acima do previsto no último ponto de situação do Banco Mundial) e 3,5% em 2018 (mais 1,3 pontos percentuais).

O Banco Mundial não publica estimativas para São Tomé e Príncipe, colocando a economia moçambicana como a mais dinâmica no espaço de língua portuguesa, crescendo 5,2% em 2017 e 6,6% em 2018 – embora estas previsões traduzam uma forte revisão em baixa (2,5 pontos percentuais e 1,7 pontos percentuais, respectivamente).

O Banco Mundial também reviu em baixa as previsões para a Guiné-Bissau, agora em 5,1% em 2017 e nos anos seguintes.

Igualmente revistas em baixa foram as previsões para Angola, que apontam para um abrandamento da economia nos próximos anos – de um crescimento do PIB na ordem de 1,2% em 2017 para 0,9% em 2018 e 2019.

O crescimento económico angolano recuou de 5,4% em 2014 para 3% em 2015 e 0,4% em 2016, ainda de acordo com os números do Banco Mundial.

As previsões da ONU, a que o Macauhub teve acesso, são mais favoráveis para a economia angolana, apontando para um crescimento de 1,8% em 2017 e 2,8% em 2018.

Em 2017, o crescimento económico na região da África a sul do Saara será de 2,9%, segundo o Banco Mundial, pelo que Angola deverá ser o único país da África de língua portuguesa a divergir em relação aos seus pares regionais.

Em 2016, o crescimento regional foi o mais baixo das últimas duas décadas, e o PIB per capital regional contraiu-se 1,1%, resultado da forte quebra das exportações de matérias-primas, que em Angola se traduziu na descida a pique das receitas petrolíferas, com reflexos ao nível dos sectores público e privado.

O mais recente relatório da consultora EY para África, intitulado “Navegando as actuais incertezas africanas”, sublinha que a quebra económica global causou pressões sobre muitas economias africanas, levantando “dúvidas crescentes sobre a sustentabilidade do ímpeto de crescimento africano dos últimos 15 anos.”

A realidade, adianta, é “que o crescimento abrandou substancialmente no último ano, mas, ao mesmo tempo, as taxas de crescimento vão manter-se duradouras nos próximos anos – na região como um todo, e em muitas das economias chave regionais.” (Macauhub)

Fonte: Macauhub

Resultados do Censo de Empresa em Moçambique divulgados em Janeiro

Última actualização: 2017-02-17

Os resultados do Censo de Empresas, operação estatística que foi realizada entre 2015 e 2016, serão divulgados este mês de Janeiro, informou o Instituto Nacional de Estatística de Moçambique.

“O Censo de Empresas é uma operação estatística que tem por objectivo recolher dados sobre a estrutura e a implantação territorial de infra-estruturas económicas e sociais para um melhor conhecimento da universalidade das suas actividades”, lê-se no comunicado divulgado pela Direcção de Estatísticas Sectoriais e de Empresas (DESE) do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique. 

A recolha de dados decorreu em duas fases, tendo a primeira, que abrangeu a região sul, decorrido de Setembro de 2015 a Fevereiro de 2016 e a segunda, entre Maio e Setembro de 2016, coberto as províncias do centro e norte do país.

No total, foram registadas 48 518 unidades económicas, entre empresas, estabelecimentos e instituições sem fins lucrativos. 

A Direcção de Estatísticas Sectoriais e de Empresas escreveu ainda que a informação recolhida será utilizada para a construção/actualização do Ficheiro das Unidades Estatísticas (FUE), a fim de contribuir para melhorar a produção e acessibilidade de estatísticas económicas de qualidade.

Página 1 de 1Seguintes

Ver todos os comunicados

Banco Mais

Sala de imprensa

Preçário

Segurança

Recrutamento

2017, Banco MAIS. Todos os direitos reservados.