Notícias económicas

Banco MAIS fortalecido com a entrada da BISON Capital na estrutura accionista

Última actualização: 2018-09-28

No primeiro semestre deste ano, o Banco MAIS viu a sua estrutura accionista reforçada com a entrada do Grupo Chinês BISON Capital, com representações oficiais em Beijing e Hong-Kong. A entrada da BISON concretizou-se através de um aumento de capital no valor de 600.000.000,00 MZN, o que elevou o capital social para 1.250.000.000,00 MZN.

No final de Junho/18 o rácio de solvabilidade global era de 52,98% e o rácio de liquidez era de 60,48%, níveis que estão muito acima da média do sistema financeiro.

No documento abaixo é detalhada a informação financeira mais relevante, referente ao primeiro semestre de 2018, assim como a evolução dos principais indicadores de negócio.

Economia de Moçambique deverá crescer de 3,5% a 4% em 2018, FMI

Última actualização: 2018-08-06

A perspectiva de curto prazo da economia de Moçambique é de uma recuperação gradual na actividade económica e uma inflação controlada, prevendo-se um crescimento real do Produto Interno Bruto de 3,5% a 4% em 2018, que deverá crescer para 4,0% a 4,5% em 2019, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A recuperação mais forte do que o esperado do sector agrícola bem como da produção mineira permitiu que o Produto Interno Bruto de Moçambique tenha crescido 3,75% em 2017, um acréscimo de 75 pontos base relativamente à anterior previsão.

Uma equipa do corpo técnico do FMI, chefiada por Ricardo Velloso, visitou Moçambique de 25 de Julho a 3 de Agosto de 2018 para avaliar os desenvolvimentos macro-económicos recentes, actualizar o quadro macro-económico para 2018/19 e proporcionar contribuições para a elaboração do orçamento preliminar de 2019.

No final da visita, a missão emitiu um comunicado em que afirma esperar que esta recuperação seja apoiada por reduções adicionais nas taxas de juro face ao cenário favorável da inflação, que a inflação permaneça baixa em 6,5% em 2018, e que desça para 5,5% em 2019 e que as reservas internacionais manter-se-ão em níveis confortáveis em 2018 e 2019.

Relativamente ao Orçamento de Estado para 2019 a missão do FMI recomendou a apresentação de uma proposta orçamental sustentada por pressupostos macro-económicos realistas, bem como por previsões da receita e despesa prudentes.

Fonte: Macahub

Empresa de Moçambique descobre ouro no norte do país

Última actualização: 2018-08-06

A empresa moçambicana Mwiriti, que tem uma participação na Montepuez Ruby Mining, informou ter descoberto ouro em prospecções efectuadas no posto administrativo de Nairoto, distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, segundo a imprensa moçambicana.

O relatório e contas da Mwiriti, citado pelo canal televisivo STV (Soico Televisão), informa pretender a empresa angariar mais de 100 mil dólares para construir a unidade de lavagem do cascalho, embora não sejam ainda conhecida a dimensão dos depósitos existentes na zona.

A Mwiriti detém uma participação de 25% na Montepuez Ruby Mining, que detém uma concessão em Cabo Delgado para a exploração de rubis, em que a empresa britânica Gemfields funciona como operadora.

A Gemfields, que desde Julho de 2017 pertence ao grupo Pallinghurst, procedeu até à data a dez leilões de pedras extraídas na concessão, que proporcionaram uma receita acumulada de 407 milhões de dólares. 

Fonte: Macahub

Kibo Mining angaria 500 mil libras para projectos em Moçambique e no Botsuana

Última actualização: 2018-08-06

A Kibo Mining vai encaixar meio milhão de libras esterlinas com a emissão de 9,5 milhões de novas acções ao preço unitário de 5,25p e colocação junto de um fundo de investimento com sede na Irlanda, informou a empresa mineira em comunicado divulgado segunda-feira.

Os fundos a encaixar com esta emissão de acções serão utilizados para acelerar os estudos de viabilidade económica que estão a ser conduzidos relativamente aos projectos de produção de energia eléctrica “Mabesekwa Independent Coal to Power”, no Botsuana e “Benga Independent Power”, em Moçambique.

Os accionistas da Kibo Mining aprovaram também a alteração do nome oficial da empresa de Kibo Mining para Kibo Energy, “designação que reflecte melhor o facto de a empresa ter deixado de se concentrar na exploração de recursos naturais para se assumir como uma empresa energética.”

A Kibo Energy, empresa cotada nas bolsas de Londres e de Joanesburgo, anunciou em Junho passado ter concluído os preparativos para a constituição de uma parceria com a empresa Termoeléctrica de Benga para o desenvolvimento de um projecto independente de produção de energia eléctrica na província de Tete, centro de Moçambique.

Fonte: Macauhub

Ponte sobre a baía de Maputo poderá chamar-se “Maputo – Ka Tembe”

Última actualização: 2018-07-25

A Assembleia Municipal de Maputo (AMM) pretende que a ponte ligando as duas margens da baía receba a designação “Maputo – Ka Tembe”, tendo a proposta sido apresentada na reunião realizada quarta-feira pelos membros do Concelho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), segundo o jornal moçambicano A Verdade.

“Na sequência de diversas consultas públicas, de entre os vários nomes propostos prevaleceu o nome Maputo – Ka Tembe”, disse o vereador para a Área de Planeamento Urbano e Ambiente, Luís Nhaca.

Após aprovação pela Assembleia Municipal, o novo topónimo terá de ser submetido à apreciação do Conselho de Ministros.

A construção da ponte Maputo – Catembe, com um custo inicialmente estimado em 315 milhões de dólares, superou já 756 milhões de dólares, montante concedido sob a forma de empréstimos pelo Banco de Exportações e Importações da China até ao final de 2017.

A ponte, que será a mais longa do género em África, já teve inauguração prometida para finais de 2017 pelo Presidente Filipe Nyusi, posteriormente para 25 de Junho pelo director da empresa Maputo Sul, mais tarde para finais de Junho pelo presidente da edilidade de Maputo, sendo agora apontada a data de 31 de Julho próximo.

A construção da ponte foi adjudicada ao grupo China Road and Bridge Corporation, igualmente empreiteiro da Estrada Circular de Maputo, tendo-se as obras iniciado em Setembro de 2012. 

Fonte: Macahub

Construção da plataforma flutuante para extrair gás natural em Moçambique inicia-se em Setembro

Última actualização: 2018-07-25

A construção da plataforma flutuante que vai servir de base para a extracção e liquefacção de gás natural no bloco Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, terá início em Setembro, segundo o portal especializado Upstream Online.

O portal cita uma fonte da construtora naval sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI) para afirmar ter sido decidido que o corte das placas de aço para a construção do casco terá início em Setembro.

A plataforma, cuja construção foi adjudicada em Maio de 2017 a um consórcio formado pela Samsung Heavy Industries, Technip de França e JGC do Japão, terá 439 metros de comprimento, 65 metros de largura, um calado de 38,5 metros e um peso de 210 mil toneladas.

Descoberto pela ENI em 2012, o campo Coral contém cerca de 450 mil milhões de metros cúbicos (16 biliões de pés cúbicos) de gás natural, devendo no decurso da primeira fase, com início previsto para 2021, serem extraído e processados cinco biliões de pés cúbicos.

O bloco Área 4 tem como participantes a Mozambique Rovuma Ventures, uma parceria detida pelos grupos ExxonMobil, ENI e China National Petroleum Corporation, que em conjunto controlam 70%, estando os restantes 30% divididos em partes iguais entre o grupo português Galp Energia, sul-coreano Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Fonte: Macahub

Estrada Nacional 1, em Moçambique, alvo de obras de reparação

Última actualização: 2018-07-25

Os vencedores de dois concursos públicos lançados pelo governo de Moçambique para efectuar obras de reparação da estrada EN1, que liga o Sul ao Norte do país, serão anunciados em breve, disse o ministro das Obras Públicas, João Machatine, em declarações à agência noticiosa AIM.

O ministro disse ainda que o prazo limite para a apresentação de propostas para a realização das obras no troço de 123 quilómetros de extensão entre Pambara, na província de Inhambane e o rio Save foi sexta-feira, enquanto para o troço do rio Save até Caia, na província de Sofala, com 573 quilómetros, termina a 27 de Julho.

Machatine disse também que os dois troços em questão encontram-se “muito degradados”, o que faz com que a condução seja difícil e que resultem danos tanto nos veículos como na carga.

O ministro das Obras Públicas disse à AIM que em cima da mesa estão planos para concessionar secções da EN1 a operadores privados, que ficariam com a responsabilidade de manter as estradas em condições e financiar-se com a instalação de portagens.

Fonte: Macahub

Xtract Resources anuncia aumento na extracção de ouro em Moçambique

Última actualização: 2018-07-25

A Sino Minerals Investment Company, empresa contratada pela Explorator, Lda, subsidiária do grupo britânico Xtract Resources, para explorar a metade oriental da concessão de Manica, centro de Moçambique, extraiu 1703 onças de ouro no segundo trimestre, um aumento de 42% relativamente às 1200 onças contabilizadas no primeiro trimestre, informou o grupo britânico.

O presidente executivo da Xtract Resources, Colin Bird, afirma no comunicado divulgado que estes números representam uma tendência de aumento na produção por trimestre, período de três meses que foi afectado pela época das chuvas no país.

Colin Bird adiantou que se o primeiro trimestre foi afectado pela época das chuvas, já ultrapassada, o segundo trimestre foi afectado por condições difíceis de processamento do cascalho, devido à ocorrência de ouro em pedaços muito pequenos e de uma forma muito dispersa.

A Explorator, Lda recebe nos termos do contrato assinado com a Sino Minerals 25% de todo o ouro extraído, pelo que teve direito a 426 onças, de que apenas foram vendidas 283 onças, que proporcionaram uma receita de 291 mil dólares. 

Fonte: Macauhub

Grupo Navigator reformula projecto de investimento florestal em Moçambique

Última actualização: 2018-07-12

O grupo português The Navigator Company vai reformular o projecto de investimento em Moçambique, que passará a ser desenvolvido em duas fases, ao abrigo de um memorando de entendimento assinado segunda-feira com o governo moçambicano, informou o grupo em comunicado ao mercado.

Numa primeira fase, pode ler-se no comunicado distribuído pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, será criada uma base florestal de cerca de 40 mil hectares, que garantirá o abastecimento de uma unidade – a construir – de produção de estilhas de madeira de eucalipto para exportação de cerca de um milhão de toneladas por ano.

O grupo acrescenta que os resultados a alcançar nesta primeira fase, assim como a reavaliação das circunstâncias de mercado, “serão essenciais para a Portucel Moçambique validar as condições necessárias para prosseguir com o plano florestal de larga escala associado ao projecto industrial da segunda fase, que inclui a plantação de mais 120 mil hectares de floresta e a construção de uma fábrica de pasta com uma capacidade de produção de cerca de 1,5 milhões de toneladas anuais.”

O grupo diz ainda que nesta primeira fase estima que o investimento total da Portucel Moçambique totalize cerca de 260 milhões de dólares, sendo que quase metade (120 milhões de dólares) foram já realizados até agora.

Aqui inclui-se a plantação e o apoio ao fomento florestal de cerca de 40 mil hectares, a construção da fábrica de estilha e 10 milhões de dólares no programa de desenvolvimento social ou ainda na construção e beneficiação de infra-estruturas rurais.

A Navigator constituiu em 2009 a Portucel Moçambique, uma empresa de direito moçambicano, cujo investimento num projecto integrado foi estimado em 2,3 mil milhões de dólares, tendo a Corporação Financeira Internacional, do grupo Banco Mundial, adquirido 20% do projecto em Dezembro de 2014.

Fonte: Macauhub

Governo de Moçambique melhora sinalização do porto de Maputo

Última actualização: 2018-07-25

O Instituto Nacional de Hidrografia e Navegação de Moçambique, instituição responsável por garantir segurança à navegação ao longo dos canais de acesso aos portos nacionais, vai despender 3,5 milhões de dólares numa “intervenção substancial” a nível da sinalização no porto de Maputo, escreveu o matutino Notícias.

A intervenção visa conferir maior dinamismo ao porto de Maputo que, nos últimos tempos, tem registado um aumento de tráfego, mercê dos vários investimentos realizados com o objectivo de melhorar o seu desempenho, nomeadamente com o aprofundamento do canal de acesso.

A acção vai abranger todo o canal de acesso ao porto, compreendendo os canais norte, nomeadamente Xefina, Polana, Catembe e o canal da Matola, e pretende tornar célere e seguro o acesso ao porto, melhorando os seus níveis de competitividade na região.

O montante em causa foi investido na aquisição de 41 bóias (balizas flutuantes), dispondo de um sistema de acompanhamento, equipamentos que apresentam facilidades tecnológicas de detecção e solução rápida de avarias e que permitem a comunicação com navios modernos.

No passado dia 5 de Junho um navio com mais de 100 mil toneladas de carga zarpou do porto de Maputo com destino à China, marcando uma nova era na prestação da infra-estrutura, após o trabalho de dragagem realizado em 2017, que criou as condições para receber e carregar regularmente navios de grande calado.

Fonte: Macahub

China financia construção de Parque Industrial de Processamento da Madeira em Moçambique

Última actualização: 2018-07-06

O governo da China vai financiar a construção em Moçambique de um Parque Industrial de Processamento da Madeira, ao abrigo de um memorando de entendimento recentemente assinado em Maputo por representantes dos dois governos, de acordo com o jornal O País.

O parque industrial, que decorre do reconhecimento por parte do governo chinês dos esforços desenvolvidos pelo seu congénere moçambicano no sentido de garantir a exploração sustentável deste recurso florestal, visa acrescentar valor ao produto e estimular o desenvolvimento da indústria local.

O memorando de entendimento assinado pela parte moçambicana pelo ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, contempla o desenvolvimento de uma plataforma de coordenação bilateral que irá permitir a transferência de tecnologias, formação institucional e melhoria do ambiente de negócios no âmbito da exploração madeireira.

O mesmo documento permite que Moçambique passe a dispor de informação fidedigna sobre a quantidade de madeira que sai do país rumo à China e prevê que os dois países passem a colaborar na exploração, transporte, comercialização e exportação de madeira.

A assinatura deste memorando de entendimento consolida as iniciativas levadas a cabo pelo governo de Moçambique no sentido de combater o comércio ilegal de madeira, que terá lesado o Estado em muitas centenas de milhões de dólares ao longo dos últimos 10 anos. 

Fonte: Macahub

Kibo Mining e Termoeléctrica de Benga concluem constituição de parceria em Moçambique

Última actualização: 2018-07-06

A Kibo Mining, empresa cotada nas bolsas de Londres e de Joanesburgo, concluiu os preparativos para a constituição de uma parceria com a empresa Termoeléctrica de Benga para o desenvolvimento de um projecto independente de produção de energia eléctrica na província de Tete, centro de Moçambique, de acordo com um comunicado ao mercado divulgado qunta-feira.

O acordo alcançado entre as duas empresas inclui a construção e operação de uma central térmica alimentada a carvão com uma potência de 150 a 300 megawatts, projecto semelhante aos dois em que a Kibo Mining está envolvida na Tanzânia e no Botsuana.

Com a conclusão dos preparativos para a constituição da parceria teve início o estudo de viabilidade económica do projecto de Benga, que inclui um pré-estudo, um estudo definitivo e um estudo e impacto ambiental, bem como diversas avaliações económicas, caso de um modelo financeiro.

O comunicado dá ainda conta de terem sido iniciadas negociações relativamente à compra de carvão bem como à venda da produção da futura central térmica de Benga.

Nos termos do acordo de parceria de constituição da empresa Benga Power, a Kibo Mining e a Termoeléctrica deterão participações iniciais de 65% e 35%, respectivamente, de acordo com um comunicado divulgado no início do mês.

Fonte: Macahub

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