Notícias económicas

Inflação Anual Desacelera Pelo Segundo Mês Consecutivo

Última actualização: 2020-07-28

Moçambique voltou a registar uma deflação. Depois de Maio, a inflação de Junho foi também negativa (-0,55%), ou seja, os preços baixaram pelo segundo mês consecutivo, segundo o INE.

Numa altura em que o poder de compra baixou, devido ao impacto da pandemia da COVID-19, o custo de vida recuou em Junho.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o país registou no fecho do primeiro semestre, uma deflação mensal de 0,55% face ao mês anterior. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas, bem como de transportes, foram as de maior impacto, ao contribuírem no total da variação mensal com cerca de 0,43 e 0,13 pontos percentuais (pp) negativos, respectivamente.

Desagregando a variação mensal por produto, destaca-se a queda de preços do tomate (9,6%), gasolina (1,4%), açúcar castanho (7,9%), cebola (5,8%), gasóleo (3,1%), amendoim (3,1%) e da couve (4,6%).

No entanto, e de acordo ainda com o INE, alguns produtos contraíram a tendência da queda de preços, com destaque para os materiais diversos para manutenção e reparação da habitação (3,4%), batata-doce (16,6%), carapau (0,6%), cigarros (1%), o limão (23,4%), miudezas comestíveis de aves (2,5%) e o frango (0,3%), ao contribuírem com cerca de 0,11pp positivos.

CRESCIMENTO SEM DESENVOLVIMENTO?

O Instituto Nacional de Estatísitca estima que Moçambique tem actualmente cerca de 30 milhões de pessoas e as projecções apontam para um crescimento populacional de até 35 milhões nos próximos cinco anos.

Entretanto, este aumento nem sempre tem sido acompanhado pelo crescimento da economia nacional.

A taxa de crescimento da população é de 2,5% e a do PIB é de 2,2%, o que significa que a população cresce mais rápido que a economia, o que coloca o Estado numa ligeira incapacidade de provisão de bens e serviços essenciais aos cidadãos.

Segundo o INE, em 2017 a economia moçambicana registou um crescimento da produção na ordem de 3.7% do PIB tendo caído para 2,3% em 2019 e para 1,7% no primeiro trimestre de 2020, em conformidade com o Banco de Moçambique.

Apesar de o país ter registado uma redução da inflação mensal de 0,55% em Junho de 2020, os cidadãos continuam a debaterem-se com a redução do poder de compra, facto que impacta directamente na cesta básica e sobrevivência das famílias.

Preços de bens e serviços desaceleraram em Julho

Última actualização: 2020-08-12

Pelo terceiro mês consecutivo, o país registou uma redução nos preços de bens e serviços. A deflação em Julho foi de 0.20 por cento, contra 0.55 por cento em junho e 0.6 por cento, negativos em Maio.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi calculado com base nos dados recolhidos nas cidades de Nampula, Beira e Maputo, onde certificou que o país registou uma deflação de 0,20 por cento. A inflação acumulada (Janeiro a Julho) situou-se em 0,38 por cento e a homologa (comparativamente ao igual período do ano passado) em 2,80 por cento.

Analisando o custo de vida por cidade, o Instituto Nacional de Estatística (INE) constatou que a cidade da Beira foi a mais barata com 0,42 por cento, seguida de Nampula e Maputo com 0,30 por cento e 0,06 respectivamente.

Segundo o Director Nacional Adjunto de Contas Nacionais e Indicadores Globais, Ernesto da Silva, a divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior impacto, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,22 pontos percentuais (pp) negativos.

“Analisando a variação mensal por produto, importa destacar a queda do preço do tomate (5,3%), da cebola (9,0%), do açúcar castanho (5,9%), da alface 12,3%), do óleo alimentar (2,5%), da couve (7,8%0 e do repolho (10,4%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,35 pp negativos”, mencionou Ernesto da Silva.

Em contrapartida, os preços de alguns produtos com destaque para o pão de trigo (4,1%), os cigarros (3,0%), o feijão manteiga (1,9%), a mandioca seca (28,5%) o milho em grão (10,6%), o limão (24,6%) e as calças para homens (0,8%) contrariaram a tendência de queda, ao contribuírem com cerca de 0,21 pp positivos.

Em referência a variação acumulada, de Janeiro a Julho do ano em curso, da Silva referiu que as cidades de Nampula e de Maputo foram caracterizadas por aumento de preços, tendo registado uma inflação de cerca de 0,79 e 0,68 respectivamente.

A cidade da Beira apesentou uma tendência contrária ao registar uma deflação de aproximadamente 1,03%.

“No que concerne à inflação homóloga, a Cidade de Nampula liderou a tendência de aumento do nível geral de preços com aproximadamente 3,85%, seguida da Cidade da Beira com 3,52% e por último a Cidade de Maputo com 2,02%”, concluiu.

A Banca em Moçambique está “bem preparada” para impacto da pandemia do COVID 19

Última actualização: 2020-07-06

“A banca em em Moçambique continua bem capitalizado, e os seis principais bancos, que valem 90% dos ativos de crédito e depósitos, têm rácios de solvabilidade claramente acima dos 10% exigidos pelo banco central, o que mostra a robustez do setor, que está relativamente bem preparado para enfrentar as dificuldades de 2020”, disse Tiago Dionísio em entrevista à Lusa no seguimento do relatório sobre a banca moçambicana.

“A atividade económica vai desacelerar este ano, mas o FMI continua a acreditar que Moçambique vai ter um crescimento económico, apesar do Governo rever uma recessão”, lembrou. Depois acrescentou que “a desaceleração da atividade económica vai continuar a ter algum impacto nos resultados do setor bancário”.

Entre os efeitos, Tiago Dionísio elencou as taxas de juro e a qualidade do crédito na banca em Moçambique. “As taxas de juro continuarão comprimidas, não espero um desempenho por aí além a nível das receitas dos bancos”, apontou.

Desaceleração da economia

No relatório sobre a banca em Moçambique no ano passado, Tiago Dionísio destacou a desaceleração da economia. A descida das receitas também é vista como uma das principais responsáveis pelo crescimento mais modesto da atividade financeira no ano passado.

“Os bancos enfrentaram uma economia em desaceleração no ano passado, à semelhança do que tem acontecido nos últimos dois ou três anos, mas mesmo assim conseguiu crescer 2,2%, abaixo dos 3,4% de 2018 e dos 3,8% em 2016 e 2017″, salientou.

A contenção da taxa de juro e a política seguida do regulador “fez descer as taxas de, o que teve impacto nas margens dos bancos. Isto levou a uma cobrança de taxas mais baixas nos créditos e uma compressão das margens”, disse o analista.

Tiago Dionísio salientou que “o setor continua a expandir-se, o número de trabalhadores subiu, os custos subiram, e por isso os resultados de 2019 registaram uma queda”.

Com o crédito malparado a ter um “ligeiro aumento mas pouco significativo”, os bancos conseguiram, ainda assim, emprestar mais. Perante isto, o que está “relacionado com taxas mais baixas, o que torna o crédito mais acessível às empresas e às famílias”, concluiu Tiago Dionísio.

Moçambique registava, até esta quarta-feira, 903 casos de infeção e seis mortos devido à covid-19, segundo dados das autoridades locais.

Comércio entre Moçambique e China caiu 28,15%

Última actualização: 2020-04-21

O volume das trocas comerciais sino-moçambicana atingiu 317 milhões de dólares entre Janeiro e Fevereiro deste ano, antes do “boom” da pandemia COVID-19. Este registo representa um recuo na ordem de 28,15% face ao igual período de 2019.

De acordo com dados estatísticos dos Serviços da Alfândega da China, consultados pelo “O País”, consta que a China exportou para Moçambique, mercadorias diversas no valor de 209 milhões de dólares (-31,12%). Já Maputo vendeu a Pequim produtos no montante de 108 milhões de dólares nos primeiros dois meses de 2020, menos 21,59% que no período homólogo.

No global, o valor do comércio entre a China e os países de língua portuguesa registou uma quebra de 9,37% em termos homólogos em Janeiro e Fevereiro para 21.374 milhões de dólares, segundo dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum de Macau.

A China exportou nos dois primeiros meses do ano para os oito países de língua portuguesa bens no valor de 5651 milhões de dólares, com uma quebra de 7,04%, tendo importado daqueles mesmos países mercadorias no valor de 15 723 milhões de dólares (menos 10,18%), registando dessa forma um défice comercial de 10 072 milhões de dólares.

O Brasil foi responsável por 78,3% das trocas comerciais registadas entre a China e os países de língua portuguesa com um montante de 16 754 milhões de dólares (-3,46%), sendo que a China exportou bens no valor de 4664 milhões de dólares (-3,55%) e importou produtos cujo valor atingiu 12 089 milhões de dólares (-3,42%).

Angola surge, como é habitual, em segundo lugar em termos de valor, com um comércio bilateral com a China no montante de 3404 milhões de dólares (-28,37%), com as empresas chinesas a terem vendido às angolanas bens no valor de 219 milhões de dólares (-17,75%) e a terem comprado produtos no valor de 3185 milhões de dólares (-29,00%).

O comércio da China com Portugal atingiu no período em análise o valor de 872 milhões de dólares (-12,77%), com a China a ter exportado bens no montante de 532 milhões de dólares (-17,02%) e a ter importado mercadorias no valor de 340 milhões de dólares (-5,18%).

O comércio entre a China e os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – atingiu 25,88 milhões de dólares no período de Janeiro/Fevereiro.

FMI corta previsão de crescimento da África Subsaariana para mínimo histórico de -1.6%

Última actualização: 2020-04-21

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a COVID-19 poderá deitar por terra os avanços recentes sobre o desenvolvimento da África Subsaariana. Para fazer face à situação, a instituição financeira internacional considera essencial o apoio de todos os parceiros de desenvolvimento para atender às consideráveis necessidades de financiamento dos países mais afetados, incluindo o alívio da dívida.

No seu mais recente relatório sobre as Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsariana, o Fundo Monetário Internacional alertou que 2020 será um ano sombrio no que toca ao crescimento e desenvolvimento económico. De acordo com o FMI, é imperioso que sejam usadas políticas orçamentais, monetárias e financeiras para proteger os grupos vulneráveis, mitigar os prejuízos económicos e apoiar a recuperação.

“A África Subsariana depara-se com uma crise sanitária e económica sem precedentes. Uma (crise) que ameaça desviar a região do seu percurso, invertendo os progressos em termos de desenvolvimento alcançados em anos recentes. Além disso, ao causar uma grande perda de vidas humanas, afetar drasticamente os meios de subsistência e prejudicar os balanços das empresas e dos governos, a crise pode travar as perspetivas de crescimento da região para os próximos anos. Nenhum país será poupado”, avisa a instituição financeira internacional.

Por outro lado, o relatório refere que se a crise causada pela COVID-19 não for refreada, atendendo a sua velocidade, poderá sobrecarregar os sistemas de saúde frágeis.

“O número de casos confirmados da COVID-19 na África Subsariana está a subir rapidamente. À data de 9 de Abril, tinham sido confirmados mais de 6.200 casos em 43 países na região, com a África do Sul, os Camarões e o Burquina Faso a serem os mais afectados”, sublinha o FMI.

Bison Bank liderou duas emissões obrigacionistas asiáticas no total de 1.300 milhões de dólares.

Última actualização: 2019-04-17

O ex-Banif Banco de Investimento anunciou em comunicado que realizou duas emissões obrigacionistas asiáticas no total de 1.300 milhões de dólares (1.148,4 milhões de euros).

 

O Bison Bank atua como Joint Lead Manager e Joint Bookrunner nas duas emissões obrigacionistas asiáticas.

Segundo o comunicado, “a 28 de Fevereiro, o Bison Bank, conjuntamente com Goldman Sachs, UBS, BOCI, Credit Suisse, CLSA e DBS, atuou como Joint Lead Manager e Joint Bookrunner na emissão de obrigações da Vanke Real Estate (Hong Kong) Company Limited, direcionada a investidores profissionais, no montante de 600 milhões de dólares (530 milhões de euros), com maturidade em 2024 (5,25 anos) e um cupão anual de 4,20%”.

 

Depois, a 13 de Março, “o Bison Bank atuou como Joint Lead Manager e Joint Bookrunner, na emissão obrigacionista de 700 milhões de dólares (618,3 milhões de euro) da Joy Treasure Asset Holdings Inc., subsidiária totalmente detida pela China Orient Asset Management (International) Holding Limited (COAMCI). Foram colocadas duas tranches de 400 milhões e 300 milhões de dólares, com maturidades de 5 e 10 anos e com cupões anuais de 3,875% e 4,5%, respetivamente”. Ambas as tranches são “incondicionalmente e irrevogavelmente” garantidas pela COAMCI. A colocação da emissão contou com um sindicato de Bancos onde fizerem parte, entre outras instituições, Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, HSBC e JP Morgan.

 

Desta forma, e em duas semanas consecutivas, o Bison Bank que tem como presidente a “Chairwoman”, Lijun (Lily) Yang e que integra na administração Pedro Ortigão Correia, realizou duas emissões obrigacionistas de empresas chinesas de referência no mercado financeiro europeu.

 

“As emissões não só aumentaram a reputação do banco no mercado de títulos de dívida como também expandiram a base de clientes europeus com interesse por ativos chineses. As operações criam assim uma base fundamentada e estruturada para futuras emissões primárias obrigacionistas”, referiu, Pedro Ortigão Correia, Administrador do Bison Bank com o pelouro de Banca de Investimento e Mercado de Capitais.

 

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/bison-bank-liderou-duas-emissoes-obrigacionistas-asiaticas-no-total-de-1-300-milhoes-de-dolares-425639

 

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“Estamos vocacionados para apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano”

Última actualização: 2019-03-07

Escolher Banco MAIS é “ser MAIS, é ser eficiente, confiante, descomplicado e rápido. Queremos que os clientes reconheçam estas características no Banco MAIS”, afirma Luís Veloso de Almeida, CEO do Banco MAIS.

 

 

O Banco MAIS é hoje um dos principais players no seu setor de atuação em Moçambique. Para contextualizar junto do nosso leitor, que análise podemos fazer da atividade e quais são as mais-valias da instituição em prol da satisfação do cliente?

O Banco MAIS foi registado há 20 anos com o nome de Cooperativo de Crédito Tchuma e tinha como atividade principal a prestação de serviços de microfinanças. Os seus acionistas fundadores, com a vontade de continuar presentes no sistema financeiro moçambicano como um Banco comercial, criaram condições para a entrada na estrutura acionista da Geocapital, uma entidade que fundou o Moza Banco em 2008 (hoje o 5º maior Banco em Moçambique) que, após a venda da sua participação nessa instituição em 2013,  liderou, em 2014, a transformação e mudança de nome do Banco Tchuma (denominação atualizada em 2008) para Banco MAIS, passando a atuar como Banco Comercial com a oferta completa de produtos e serviços. Desde essa altura que temos vindo a dotar o banco de todos os meios para melhor servir os clientes nas agências em Maputo, Boane, Xai-Xai, Chimoio e Tete. Entre 2014 e 2018 o banco cresceu 5 901% no número de clientes, 5 874% nos depósitos e 1 362% no crédito. Em 2019, devido à entrada do novo acionista em 2018, o BISON Group, o Banco estará também dotado para servir da melhor forma os clientes provenientes da China.

Quais têm sido os principais pilares do Banco MAIS que levaram a marca a alcançar um patamar de excelência e credibilidade perante o mercado?

Como referido no ponto anterior, o Banco e a marca ainda são novos no mercado. A equipa que trabalha no Banco está fortemente motivada e focada em fazer desta marca uma marca de sucesso e de excelência. O trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos mostra que estamos no caminho certo da excelência e credibilidade no mercado como atesta o crescimento verificado na carteira de depósitos, onde, em quatro anos o Banco passou da 19º para a 10º posição no ranking dos Bancos em Moçambique. Os seus principais pilares são: o trabalho em equipa, a estratégia bem definida com abordagem que procura constantemente corresponder às expectativas dos clientes, a honestidade e a entrega ao cliente de um serviço de qualidade.

De que forma é que o Banco MAIS se tem vindo a posicionar como um banco inovador na capacidade de satisfazer as necessidades específicas dos clientes?

Num mercado competitivo como é o mercado financeiro em Moçambique, a inovação é fundamental para atrair e fidelizar clientes, assim como para criar fatores de diferenciação com os concorrentes. Por esse motivo, o Banco MAIS investiu fortemente em tecnologia nos últimos três anos como forma de melhorar o serviço ao cliente, com a diminuição dos tempos de respostas a clientes e criação de produtos novos. De referir que o Banco MAIS foi o primeiro Banco em África a utilizar um sistema de BPM em Cloud (IBM), o que permitiu reduzir o tempo entre o pedido do cliente, análise, aprovação e a concessão de um determinado produto de crédito para 48 horas. No final de 2018 também lançámos um produto inovador, para aplicação de fundos, no mercado moçambicano.

Assumem-se como um banco comercial vocacionado para apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano. Assim, que mais-valias aportam aos vossos clientes empresariais e qual tem sido a capacidade de relacionamento com os mesmos?

É verdade, estamos vocacionados para apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano. Como sabe Banco MAIS quer dizer Banco Moçambicano de Apoio aos InvestimentoS. O nosso primeiro ano completo, como Banco MAIS, foi em 2015 e como é sabido Moçambique atravessou uma forte crise que se iniciou no final de 2015 e só mostrou claros sinais de recuperação, apesar de lenta, em 2018. Esta crise levou a uma desvalorização acentuada do Metical, subida considerável das taxas de juro e da inflação, o que travou o crescimento económico. Com esta situação, decidimos ser conservadores e apoiar apenas um pequeno conjunto de empresas. No entanto, e com a melhoria das condições económicas, estabilização da taxa de câmbio, diminuição das taxas de juros e da inflação contamos, em 2019, retomar a nossa vocação, não só na Banca Comercial como também na Banca de Investimentos.

Como tem a instituição contribuído para o desenvolvimento do sistema bancário moçambicano? Que posição assume, atualmente, a marca no país?

O Banco MAIS nasce da aquisição, em 2014, de um pequeno Banco de microfinaças, tendo, desde logo, iniciado o processo de transformação para um Banco Comercial completo. Em 2018 o Banco já disponibilizava aos seus clientes uma oferta completa de produtos e serviços e em 2019 iremos disponibilizar cartões VISA e serviços de banca de investimento. Durante estes últimos quatro anos o banco passou da última posição, 19ª, no ranking dos bancos em Moçambique para a 10ª posição, em termos de depósitos. A marca ainda é nova e está em fase de construção e com ela a contribuição para o desenvolvimento do sistema bancário com a modernização nas nossas agências.

Quais são as grandes lacunas que ainda identifica no âmbito do sistema bancário moçambicano e de que forma é que o Banco MAIS tem vindo a alterar e a ultrapassar esses obstáculos?

Diria que as grandes lacunas são a falta de literacia financeira e bancarização da população moçambicana, o que, devido à dimensão do país e o desafio de desenvolvimento das infraestruturas básicas, tornam esta tarefa mais difícil. Os bancos, na sua generalidade, e o próprio Banco Central têm vindo a fazer um grande esforço no campo da literacia financeira com ações de divulgação e formação.

O Banco MAIS tem sido um player impulsionador e dinâmico no âmbito das relações e cooperação da CPLP? Como o perpetua?

O Banco MAIS está inserido numa estrutura acionista que o coloca logo como um elemento relevante na CPLP, uma vez que um dos seus principais acionista, a Geocapital, é também acionista do maior Banco em Cabo Verde e do maior Banco na Guiné-Bissau. Com estas participações pretende criar um maior intercâmbio e cooperação entre estes países. Através deste acionista, com sede em Macau, também temos uma ligação ao Fórum MACAU, com quem também mantemos uma boa relação.

Na sua opinião, o que é necessário para uma cooperação cada vez mais sólida entre os Estados-Membros da CPLP?

Os Estados membros da CPLP estão localizados nos quatro cantos do mundo, América do Sul, Europa, África e Ásia o que dá à CPLP uma vantagem única de poder atuar a nível global. Do meu ponto de vista, ainda há muito trabalho a ser feito para que os países membros possam, de facto, beneficiar da pertença a esta Comunidade, mas, e do meu ponto de vista, parece-me fundamental que se trabalhe no sentido de se chegar a um entendimento sobre a circulação de pessoas, bens e fluxos financeiros entre os países membros, que beneficiaria, em muito, todos os envolvidos.

Para 2019, o que podemos esperar por parte do Banco MAIS? Quais os grandes desafios da marca?

Em 2018 o Banco MAIS viu a sua estrutura acionista reforçada com a entrada de um novo acionista, o BISON Group, grupo Chinês com investimentos na China, Hong Kong, Portugal, Estados Unidos e Moçambique. Com a entrada deste acionista foi também reforçada a sua capacidade financeira com um aumento de capital de 600 milhões de meticais. Para 2019 está previsto um novo aumento de capital e começará a ser visível a nova estratégia, que está em fase de implementação, e que passa por criar uma relação forte com o mercado chinês, com a criação de produtos específicos e estabelecimento de parcerias com entidades financeiras chinesas, que visem uma maior aproximação entre Moçambique e a China. Para 2019 podemos esperar um Banco MAIS, mais forte, mais focado no desenvolvimento do tecido empresarial moçambicano e mais envolvido no estabelecimento de parcerias e relações comerciais com entidades chinesas.

Escolher Banco MAIS é…?

Ser MAIS é ser eficiente, confiante, descomplicado e rápido e queremos que os clientes reconheçam estas características no Banco MAIS

Banco MAIS fortalecido com a entrada da BISON Capital na estrutura accionista

Última actualização: 2018-09-28

No primeiro semestre deste ano, o Banco MAIS viu a sua estrutura accionista reforçada com a entrada do Grupo Chinês BISON Capital, com representações oficiais em Beijing e Hong-Kong. A entrada da BISON concretizou-se através de um aumento de capital no valor de 600.000.000,00 MZN, o que elevou o capital social para 1.250.000.000,00 MZN.

No final de Junho/18 o rácio de solvabilidade global era de 52,98% e o rácio de liquidez era de 60,48%, níveis que estão muito acima da média do sistema financeiro.

No documento abaixo é detalhada a informação financeira mais relevante, referente ao primeiro semestre de 2018, assim como a evolução dos principais indicadores de negócio.

Economia de Moçambique deverá crescer de 3,5% a 4% em 2018, FMI

Última actualização: 2018-08-06

A perspectiva de curto prazo da economia de Moçambique é de uma recuperação gradual na actividade económica e uma inflação controlada, prevendo-se um crescimento real do Produto Interno Bruto de 3,5% a 4% em 2018, que deverá crescer para 4,0% a 4,5% em 2019, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A recuperação mais forte do que o esperado do sector agrícola bem como da produção mineira permitiu que o Produto Interno Bruto de Moçambique tenha crescido 3,75% em 2017, um acréscimo de 75 pontos base relativamente à anterior previsão.

Uma equipa do corpo técnico do FMI, chefiada por Ricardo Velloso, visitou Moçambique de 25 de Julho a 3 de Agosto de 2018 para avaliar os desenvolvimentos macro-económicos recentes, actualizar o quadro macro-económico para 2018/19 e proporcionar contribuições para a elaboração do orçamento preliminar de 2019.

No final da visita, a missão emitiu um comunicado em que afirma esperar que esta recuperação seja apoiada por reduções adicionais nas taxas de juro face ao cenário favorável da inflação, que a inflação permaneça baixa em 6,5% em 2018, e que desça para 5,5% em 2019 e que as reservas internacionais manter-se-ão em níveis confortáveis em 2018 e 2019.

Relativamente ao Orçamento de Estado para 2019 a missão do FMI recomendou a apresentação de uma proposta orçamental sustentada por pressupostos macro-económicos realistas, bem como por previsões da receita e despesa prudentes.

Fonte: Macahub

Empresa de Moçambique descobre ouro no norte do país

Última actualização: 2018-08-06

A empresa moçambicana Mwiriti, que tem uma participação na Montepuez Ruby Mining, informou ter descoberto ouro em prospecções efectuadas no posto administrativo de Nairoto, distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, segundo a imprensa moçambicana.

O relatório e contas da Mwiriti, citado pelo canal televisivo STV (Soico Televisão), informa pretender a empresa angariar mais de 100 mil dólares para construir a unidade de lavagem do cascalho, embora não sejam ainda conhecida a dimensão dos depósitos existentes na zona.

A Mwiriti detém uma participação de 25% na Montepuez Ruby Mining, que detém uma concessão em Cabo Delgado para a exploração de rubis, em que a empresa britânica Gemfields funciona como operadora.

A Gemfields, que desde Julho de 2017 pertence ao grupo Pallinghurst, procedeu até à data a dez leilões de pedras extraídas na concessão, que proporcionaram uma receita acumulada de 407 milhões de dólares. 

Fonte: Macahub

Kibo Mining angaria 500 mil libras para projectos em Moçambique e no Botsuana

Última actualização: 2018-08-06

A Kibo Mining vai encaixar meio milhão de libras esterlinas com a emissão de 9,5 milhões de novas acções ao preço unitário de 5,25p e colocação junto de um fundo de investimento com sede na Irlanda, informou a empresa mineira em comunicado divulgado segunda-feira.

Os fundos a encaixar com esta emissão de acções serão utilizados para acelerar os estudos de viabilidade económica que estão a ser conduzidos relativamente aos projectos de produção de energia eléctrica “Mabesekwa Independent Coal to Power”, no Botsuana e “Benga Independent Power”, em Moçambique.

Os accionistas da Kibo Mining aprovaram também a alteração do nome oficial da empresa de Kibo Mining para Kibo Energy, “designação que reflecte melhor o facto de a empresa ter deixado de se concentrar na exploração de recursos naturais para se assumir como uma empresa energética.”

A Kibo Energy, empresa cotada nas bolsas de Londres e de Joanesburgo, anunciou em Junho passado ter concluído os preparativos para a constituição de uma parceria com a empresa Termoeléctrica de Benga para o desenvolvimento de um projecto independente de produção de energia eléctrica na província de Tete, centro de Moçambique.

Fonte: Macauhub

Ponte sobre a baía de Maputo poderá chamar-se “Maputo – Ka Tembe”

Última actualização: 2018-07-25

A Assembleia Municipal de Maputo (AMM) pretende que a ponte ligando as duas margens da baía receba a designação “Maputo – Ka Tembe”, tendo a proposta sido apresentada na reunião realizada quarta-feira pelos membros do Concelho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), segundo o jornal moçambicano A Verdade.

“Na sequência de diversas consultas públicas, de entre os vários nomes propostos prevaleceu o nome Maputo – Ka Tembe”, disse o vereador para a Área de Planeamento Urbano e Ambiente, Luís Nhaca.

Após aprovação pela Assembleia Municipal, o novo topónimo terá de ser submetido à apreciação do Conselho de Ministros.

A construção da ponte Maputo – Catembe, com um custo inicialmente estimado em 315 milhões de dólares, superou já 756 milhões de dólares, montante concedido sob a forma de empréstimos pelo Banco de Exportações e Importações da China até ao final de 2017.

A ponte, que será a mais longa do género em África, já teve inauguração prometida para finais de 2017 pelo Presidente Filipe Nyusi, posteriormente para 25 de Junho pelo director da empresa Maputo Sul, mais tarde para finais de Junho pelo presidente da edilidade de Maputo, sendo agora apontada a data de 31 de Julho próximo.

A construção da ponte foi adjudicada ao grupo China Road and Bridge Corporation, igualmente empreiteiro da Estrada Circular de Maputo, tendo-se as obras iniciado em Setembro de 2012. 

Fonte: Macahub

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