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Países de língua portuguesa “estrelas” do crescimento económico em África em 2017

Última actualização: 2017-02-17

Os países de língua portuguesa deverão ser as “estrelas” do crescimento económico em 2017 em África, continente em que está previsto haver uma recuperação ligeira, de acordo com as mais recentes previsões económicas de instituições internacionais.

O relatório “Situação Económica Mundial e Perspectivas 2017”, divulgado na semana passada pela Divisão de Análise e Política de Desenvolvimento do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, prevê que São Tomé e Príncipe registará o crescimento do Produto Interno Bruto mais elevado entre os países de língua portuguesa – 5,5%, a par de Moçambique.

Seguem-se a Guiné-Bissau (4%) e Cabo Verde, cuja economia deverá crescer 3,5%, em fase de aceleração.

A trajectória de aceleração da economia cabo-verdiana está bem patente nas Perspectivas Económicas Globais 2017, do Banco Mundial, também agora divulgadas, em que são revistas em alta significativa as previsões de crescimento para a economia insular, este ano e no próximo.

Em 2017, Cabo Verde deverá crescer 3,3% (1,4 pontos percentuais acima do previsto no último ponto de situação do Banco Mundial) e 3,5% em 2018 (mais 1,3 pontos percentuais).

O Banco Mundial não publica estimativas para São Tomé e Príncipe, colocando a economia moçambicana como a mais dinâmica no espaço de língua portuguesa, crescendo 5,2% em 2017 e 6,6% em 2018 – embora estas previsões traduzam uma forte revisão em baixa (2,5 pontos percentuais e 1,7 pontos percentuais, respectivamente).

O Banco Mundial também reviu em baixa as previsões para a Guiné-Bissau, agora em 5,1% em 2017 e nos anos seguintes.

Igualmente revistas em baixa foram as previsões para Angola, que apontam para um abrandamento da economia nos próximos anos – de um crescimento do PIB na ordem de 1,2% em 2017 para 0,9% em 2018 e 2019.

O crescimento económico angolano recuou de 5,4% em 2014 para 3% em 2015 e 0,4% em 2016, ainda de acordo com os números do Banco Mundial.

As previsões da ONU, a que o Macauhub teve acesso, são mais favoráveis para a economia angolana, apontando para um crescimento de 1,8% em 2017 e 2,8% em 2018.

Em 2017, o crescimento económico na região da África a sul do Saara será de 2,9%, segundo o Banco Mundial, pelo que Angola deverá ser o único país da África de língua portuguesa a divergir em relação aos seus pares regionais.

Em 2016, o crescimento regional foi o mais baixo das últimas duas décadas, e o PIB per capital regional contraiu-se 1,1%, resultado da forte quebra das exportações de matérias-primas, que em Angola se traduziu na descida a pique das receitas petrolíferas, com reflexos ao nível dos sectores público e privado.

O mais recente relatório da consultora EY para África, intitulado “Navegando as actuais incertezas africanas”, sublinha que a quebra económica global causou pressões sobre muitas economias africanas, levantando “dúvidas crescentes sobre a sustentabilidade do ímpeto de crescimento africano dos últimos 15 anos.”

A realidade, adianta, é “que o crescimento abrandou substancialmente no último ano, mas, ao mesmo tempo, as taxas de crescimento vão manter-se duradouras nos próximos anos – na região como um todo, e em muitas das economias chave regionais.” (Macauhub)

Fonte: Macauhub

Resultados do Censo de Empresa em Moçambique divulgados em Janeiro

Última actualização: 2017-02-17

Os resultados do Censo de Empresas, operação estatística que foi realizada entre 2015 e 2016, serão divulgados este mês de Janeiro, informou o Instituto Nacional de Estatística de Moçambique.

“O Censo de Empresas é uma operação estatística que tem por objectivo recolher dados sobre a estrutura e a implantação territorial de infra-estruturas económicas e sociais para um melhor conhecimento da universalidade das suas actividades”, lê-se no comunicado divulgado pela Direcção de Estatísticas Sectoriais e de Empresas (DESE) do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique. 

A recolha de dados decorreu em duas fases, tendo a primeira, que abrangeu a região sul, decorrido de Setembro de 2015 a Fevereiro de 2016 e a segunda, entre Maio e Setembro de 2016, coberto as províncias do centro e norte do país.

No total, foram registadas 48 518 unidades económicas, entre empresas, estabelecimentos e instituições sem fins lucrativos. 

A Direcção de Estatísticas Sectoriais e de Empresas escreveu ainda que a informação recolhida será utilizada para a construção/actualização do Ficheiro das Unidades Estatísticas (FUE), a fim de contribuir para melhorar a produção e acessibilidade de estatísticas económicas de qualidade.

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